Do dia que ficamos presos do lado de fora. (Nós em Portugal)

"Vamos, gente, já estamos muito atrasados!" "Saindo, saindo!!!"
O Daniel não colaborou, ainda estava por tomar banho e se arrumar. Vamos, só leva a gente e volta pra casa. Apressei todo mundo e pá saímos de casa.
Quando a porta bateu, senti um arrepio subindo do dedo do pé até o último fio de cabelo da cabeça. MEO DEOS... a chave! O Daniel me fuzilou com o olhar e de "dona da situação" eu passei a Eva, culpada pelos pecados do mundo. "Perdão, meu amor, perdão". (hahahahah)
Daniel, aquele que nem sequer tinha tomado banho, estava mal vestido feito um mendigo, motivo pelo qual ouvi horrores. Se saíssemos do prédio não tínhamos como entrar novamente. Sem a chave não tínhamos acesso a garagem... Tudo, tudo errado!!!
Resumindo concluindo. Ficamos nós sentados na escada de incêndio, tentando fazer com que quatro crianças falassem baixo, fingindo normalidade enquanto o chaveiro chegava.
O bom dos dias atuais, é que você pode esquecer de por o sutiã, vestir a cueca... esquecer até as chaves (imagina!!!), mas o celular. Ah, o celular a gente não esquece. Foi assim que o Daniel pesquisou e achou um chaveiro que quisesse atender no domingo, cedo pela manhã.
Chaveiro na porta. Menos de cinco minutos. Eu disse: em menos de cinco minutos a porta estava aberta. Entramos assustados com a rapidez do serviço e 40€ mais pobres. Faz a conversão! A minha pressa e desorganização custaram aos cofres da família mais ou menos o equivalente a R$160. Chora minha filha! Claro que depois dessa fiquei sem clima pra ir a igreja. (risos)

Beijos e beijos.
Elene Lima.

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